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Deputadas fazem ato de protesto pela demora no julgamento do assassinato de Ceci Cunha


O crime, do qual foram vítimas também o marido de Ceci e dois de seus parentes, teria sido cometido por assessores e seguranças de Albuquerque.

O júri popular está marcado para 16 de janeiro, em Alagoas, e atende a uma solicitação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considera o crime um dos dez casos de impunidade que mais afetam a credibilidade do Poder Judiciário.

Várias deputadas pediram justiça em Plenário e se solidarizaram com Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que é eleita atualmente pela mesma base de Ceci Cunha, e que fará uma mobilização popular em Maceió para acompanhar o julgamento.

Primeira vice-presidente da Câmara, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) disse que Ceci Cunha “foi assassinada brutalmente por ter ganhado uma eleição”. Para Rose de Freitas, o ato de protesto teve o objetivo de manifestar o “espanto com a impunidade” e pedir para que a justiça seja feita e que o autor pague pelo crime que cometeu. Na avaliação da deputada, é preciso que se eduque a sociedade para entender o respeito à mulher e para não aceitar a impunidade contra a violência.

A deputada Celia Rocha (PTB-AL) lembrou que o crime de 1998 ficou conhecido como “a chacina da gruta”. O caso, na avaliação de Keiko Ota (PSB-SP), é um exemplo de como a impunidade ainda se faz presente no País. “Não podemos tolerar esta longa demora por parte do Judiciário”, afirmou.
 

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