Keiko Ota presta solidariedade aos 10 anos da morte de Isabella Nardoni

Deputada federal reforça seu compromisso em defesa da vida humana, principalmente dos mais inocentes

Keiko Ota presta solidariedade aos 10 anos da morte de Isabella Nardoni

O caso que chocou a opinião pública envolvendo o assassinato da menina Isabella Nardoni completa hoje 10 anos. Na época, Keiko Ota ainda não havia sido eleita deputada federal. “Mas sempre demos apoio às famílias de vítimas. É um momento de fragilidade que só uma mãe sabe”, relembra.

Eleita em 2010 como primeira deputada federal nikkei na história, Keiko Ota não mudou sua atitude. Mesmo com a agenda corrida da Câmara dos Deputados, ainda encontra tempo para visitar mães e familiares que passaram pela tragédia do crime, oferecendo apoio e acolhimento.

Autora da Lei 13.285/16, a deputada federal Keiko Ota propôs que todos os casos de crimes hediondos sejam julgados com prioridade. A ideia é resolver dois problemas comuns. O primeiro é impedir que a impunidade prevaleça, tendo em vista que pela regra, o autor do crime pode aguardar o julgamento em liberdade. O segundo, segundo a deputada federal, é garantir que as famílias prossigam com a vida tendo um julgamento rápido.

A deputada federal Keiko Ota relembra a primeira missa em homenagem a Isabella Nardoni. “Foi em 2008, haviam mais de 1.000 pessoas na igreja”, comenta. Dois anos depois, Ota e o marido também foram à missa para prestar solidariedade à mãe de Isabella.

A menina morreu em 2008 ao cair do sexto andar do prédio. Foram presos os pais Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Ambos foram condenados por homicídio triplamente qualificado.

Mãe do menino Ives Ota, sequestrado e assassinado em 1997, num caso que também chocou a opinião pública na época, a deputada federal Keiko Ota foi ao Fórum de Santana para dar apoio à família de Isabella Nardoni em 2010. Os pais da menina pegaram 30 anos de prisão.

Para a deputada federal Keiko, que foi relatora do Código de Processo Penal visando mudanças para reduzir a impunidade, a Justiça brasileira ainda permite facilidades, graças a Lei de Execução Penal. “Cumprindo dois quintos da pena com bom comportamento é possível sair para o regime semiaberto”, conclui.

Dez anos depois do caso que chocou o Brasil, a deputada presta sua solidariedade à Isabella Nardoni e reforça seu compromisso em defesa da vida humana, principalmente dos mais inocentes. As mães, segundo a deputada federal, precisam de uma referência na política para a qual possam contar. “Entrei para ser a voz das mães”, afirma.