Dia da Consciência Negra

Aproveitei o meu tempo no Plenário para falar sobre o Dia da Consciência Negra, comemorado na última segunda-feira (20).

Infelizmente não consegui fazer meu discurso completo, mas pela importância do tema, quero registrá-lo aqui para que todos possam se aprofundar sobre o assunto:

“Na última segunda-feira, dia 20, celebramos o Dia da Consciência Negra. Dia para se propor uma maior reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira.

Mas esse objetivo, nobres deputados e deputadas, deveria ser naturalmente direcionado à todo cidadão. Sem distinção de raça, cor, credo e gênero.

Principalmente se vivemos num País miscigenado. Mas, infelizmente, não é essa a realidade que vemos. Em pleno século 21, a população negra ainda sofre com a discriminação, com o desrespeito e com a desqualificação de sua somatória para o desenvolvimento do país.

É nossa responsabilidade, educar nossas crianças para que tenham naturalmente, a consciência e o respeito para com o próximo. Uma vez que somos todos iguais perante a lei do homem e a lei de Deus.

A esperança e amor ao próximo que Martin Luther King depositou em suas palavras há tantos anos atrás, quando disse que: “todos os homens são criados iguais”, me faz perceber que é um sentimento sonhado, até hoje, por todas as pessoas que sofrem preconceito.

O Japão é um País exemplo da transformação através da Cultura da Paz e do respeito ao próximo. De pessoas alegres, e culturalmente ricas, como nós!

Porque não nos transformarmos, a exemplo do povo japonês, em pessoas verdadeiramente companheiras, que respeitam uns aos outros.

Por isso, meus caros, que acredito tanto na força da corrente do bem.

Na fé de que só com o perdão, amor no coração e leveza na alma, conseguiremos quebrar a barreira das diferenças e lutarmos por um País mais justo e com direitos e deveres iguais.

E especificando mais ainda essa desigualdade que deve ser combatida, preciso ressaltar a vulnerabilidade da mulher negra e pobre na nossa sociedade, o racismo e a violência doméstica que esta, infelizmente, sofre todos os dias e que precisa ser enfrentado e combatido.

Respeito!

Uma única palavra, mas que significa a dignidade de toda uma sociedade!

Muito obrigada!!!”